| |
| * RABISCOS POÉTICOS & CIA * |
O PÁSSARO SOU EU
Rasgo o céu com tremenda velocidade, com minhas asas equilibradas e sentindo o céu em mim e o vento em minha boca. Sou pássaro que voa rasgando os céus da cidade, evitando os fios de alta tensão, desviando dos arranha-céus, entre calores e frios. Sou pássaro sedento de uma àrvore florida, ipê com cachos amarelos, pendendo no ar. Lá me assento e olho o tempo e vislumbro o mundo com olhar de viajante, puro, singelo e simplesmente com novo desejo de voar. E abro as asas, e no meu peito sinto um rasgo, forte, amargo, doído e vou ao chão. Alguém estinligou-me o peito...pequeno sou, caibo na palma de uma mão. Não posso voar, temo morrer, não sei chorar. Passos na grama verde, estalando alguns gravetos. Receio que seja o homem que me feriu. Quero fugir e não posso. Estou sem asas para voar...
E olho a amplitude do céu e lembro que ainda pouco, revolucionava o ar com meus rodopios. Surge como um gigante, uma mão....medo, é o que sinto então. Era uma criança, com olhos de pássaro e me põe nas suas mãos em concha. Meu corpo pequeno, tremula enfraquecido, sangra.
Menino corre e entre seus dedos entra uma brisa mansa. Sinto que despeço dos céus, que por alguma razão alguém me quis tirar a vida.
Menino corre...menino voa como pássaro...e vôo meu último vôo nas suas quentes mãozinhas de criança. Dou meu último suspiro e adormeço para sempre. Eu sou o menino que vi pássaro morrer nas minhas mãos...eu sou o menino que aprendeu a amar de verdade, quando corria pelos campos para salvar aquele pequeno ser que sofria. Eu sou o menino que virou homem e que jamais desejarei ter nas mãos um estilingue e um pássaro sem vida. E os homens continuam a usá-lo : nas inocentes aves e contra uns aos outros.
Prefiro que me rasguem o peito com uma lança, do que ser aquele que não tem mais olhos de criança. Sou homem-pássaro e te convido para um vôo sereno...feche os olhos...estamos neste exato momento planando no céu. E ainda que corramos riscos, nosso vôo é calmo...e assim, erguemos nossas asas em busca de um novo ipê florido, para olhar languidamente a doce beleza da vida.
Voe sem temer, pois só os que têm a capacidade e coragem para voar podem desfrutar de novas e belas paisagens. By Claricce
Escrito por By Claricce Storch às 04h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]

Sementeira na janela
Sol e chuva, tempo.
Explode um botão
nasce uma rosa.
Rego-lhe no anoitecer.
E numa manhã
ao abrir a janela...
ela feneceu.
Olho o azul infinito
Rola uma lágrima
No meu rosto.
Novas manhãs.
Novos botões, novas rosas.
Permanente infinito. Ciclos.
Beijos, Claricce
Escrito por By Claricce Storch às 11h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]

A RESSACA DA SEGUNDA-FEIRA
Um dia, em algum lugar, alguém criou um calendário subdividido por meses, que se subdividiam em estações e que se subdividiam em semanas que por sua vez veio com ele a segunda-feira, o dia de enfrentarmos o “batente”, o dia de enfrentarmos as pressões e tudo que se pode pensar.
Mas quero convidá-los a repensar estes sentimentos e colocá-los de lado, convidando-lhes a começar a segunda com o famoso “ pé direito”, a romper este paradigma de que a segunda é o início fatídico de um estresse sem fim.
Utopia ? Sim, se pensarmos que não desejamos empreender nenhum esforço para que isto ocorra.
Realidade ? Sim, se nos colocarmos abertos a sermos mais companheiros no trabalho, a olharmos os colegas com menos crítica, a sermos mais solidários uns com os outros.
Afinal, o trabalho não é somente fonte de remuneração e deveria primeiramente ser, fonte de realização. Sabermos que exercemos um papel na sociedade, de que contribuímos para o seu desenvolvimento e que este papel foi conquistado, deve ser valorizado e por estas razões já valerá a pena ter um gosto doce de se dedicar as nossas tarefas.
Esta é a minha mensagem da semana : - Qualquer dia é dia de se dar a chance de romper antigos paradigmas e transformar uma segunda-feira, em um dia produtivo, feliz e com muito bom humor.
Então...FELIZ SEGUNDA-FEIRA A TODOS !
Claricce Storch
Escrito por By Claricce Storch às 15h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
*** A PAZ ***
No meu rancho existem flores e gorjeios
Bancos de madeira sem verniz.
Tem fogão a lenha e na cozinha
Sentamos juntos pra cantar.
No meu rancho de singela beleza
Não entram tristezas ou asperezas.
Tem alegrias, versos, delicadezas
Que fazem a vida ser uma poesia.
A noite é mister que haja silêncio
Para que a lua e as estrelas brinquem no céu.
No rancho da minha vida
Só faz morada quem vive a paz.
Se quiser neste rancho morar, não traga luxo
Traga apenas poesias, cantos e alegrias.
Viveremos apenas a paz
No doce rancho da minha vida, nada mais.
Escrito por By Claricce Storch às 00h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|