Escrito por By Claricce Storch às 06h43
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O OLHAR DO MEDO
Que olhar é este que me fita indagador
Que perscruta meu viver
Que teme o meu querer
Que foge sem partir.
Que olhar é esse no vazio
Que me enternece o coração
Que me dá medo
Que me faz emudecer.
Olhar incrustado em lembranças
de noites frias no tempo
De um tempo que já passou
e que muito pouco deixou.
Este olhar é o olhar atônito do homem
diante de outro homem.
Olhar de quem sangra no peito
ferido por um semelhante.
Jamais entenderei esta vida
de gente que se apedreja.
Nem poderei conceber
a vaidade, a luxúria e a miséria.
Só posso entender que a ternura
cure a alma mais dura.
E que retorna ao olhar
o lirismo e a candura.
Triste é o homem de olhar rijo
que fita a vida sem esperança.
Prefiro ser ferida por crer
do que permanecer viva sem viver.
By Claricce Storch
Escrito por By Claricce Storch às 08h06
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MENINO DE RUA
Menino de rua,urbanóide. Criou seu próprio estilo,urbanóide.
Descalço, camiseta ou não,urbanóide. Cheirando cola, pedindo esmola,urbanóide.
A cabeça raspada é documento, urbanóide. É pura pobreza,é urbanóide.
Mas ali por trás daquelas matas,que matas?Ainda há tanto chão, chão carente de plantio,
chão carente de desafio, pra servir alimentação.
Mas os dono do mundo não divide a terra não. Do lado de cá, os faminto, do lado de lá, as mansão.
Mas os dias vão se indo sem que se peça perdão. E os meninos vão crescendo, todos de arma na mão.
Passou o desejo de terra, passou toda ilusão. Agora resta na gente desejo de destruição.
Vai, urbanóide metido, não precisa dividir o pão. Divide sua vida comigo, na hora da violação.
By Claricce Storch
Esta é a minha mensagem para o nosso " 7 de Setembro ". Que possamos cuidar das crianças do nosso país
com o respeito que elas merecem. Bom Descanso a Todos!
Escrito por By Claricce Storch às 10h05
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AO MEU HOMEM-ANJO
Que faria eu sem as suas palavras de bom senso ?
Talvez perdesse as contas dos dias
Talvez perdesse as somas das horas
Talvez perdesse o senso.
Que faria eu sem olhar teus cabelos prateados ?
Talvez eu não percebesse mais as cores de um arco íris
Talvez eu não percebesse mais as tintas nos quadros
Talvez eu nada mais visse.
Agora que te ouço
Agora que te vejo
Permaneço nas cores.
Mas se um dia partir
E sem você me deixar
Eu ficarei imóvel, com uma sombra cinza no olhar.
By Claricce Storch
Para meu eterno amor, Azevedo.
Escrito por By Claricce Storch às 23h47
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