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“É preciso que cada um comemore cada novo dia com uma boa ação, uma boa obra. Este é o melhor meio de se começar um novo dia.” Tolstoi

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AINDA SOU

 

O tempo me escorreu pelo dedos.

Gotejou seus dias,

gotejou suas noites

se fez em anos.

 

Anos que passaram e eu não vi.

Agora aturdida, olho para trás,

para as minhas mãos

e vejo o que perdi.

 

Mas não me perderei mais entre meus dedos

pois meu corpo tem sede

de um olhar para o futuro.

 

Lanço-me na estrada ! Sinto o cheiro dos roseirais.

Caminho para a frente, sem contar o tempo.

Apenas vivendo. Sendo exatamente o que sou : inteira.

 

By Kátia Storch


 Este soneto dedico especialmente à minha amiga Dare http://dare.blog.uol.com.br/ 

 



Escrito por Claricce Storch às 15h34
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CORAÇÃO

  

Meu coração grita forte

se debate, se sacode

arde, queima

e desatina.

 

Pulsando invade os ares

invade os mares

perde-se por tantos lugares

buscando encontrar-se.

 

Coração sem medida

que ama e odeia

dando-se inteiro.

 

Este coração não é meu

é o coração do mundo

é o próprio mundo.

  

By Kátia Storch

 

 

 Beijos Ternos a Todos !



Escrito por Claricce Storch às 18h18
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Que país é este?”

Não tenho mais voz para falar do egoísmo humano que nos impetra violências na alma, no corpo e nos nossos lares. Não tenho mais ouvidos para escutar palavras insólitas dos nossos governantes que tripudiam da fome e da miséria de um povo.

Não tenho mais voz, ouvidos e coração para me sentir misturada a tanta violência.

 

No entanto, escrevo e neste ato de desprender-me da dor, um pássaro canta no jardim. Canta seu mesmo canto, com sua melodia que não pede nada em troca. No galho da árvore brinca, colore o verde das folhagens e apenas vive cumprindo a sua missão :- de cantar, voar e espalhar pólen. Espalhar vida.

 

E eu...atônita com meu peito em chamas, novamente silencio. Cerro os olhos e busco no silêncio, ouvir novamente o canto do pássaro. Por que ele não canta novamente? Calamos. Agora tentarei tirar meus pés do chão, ouvir a voz de DEUS e voar, como o pássaro. Mesmo sem voz, direi ao mundo: - Eu quero Paz!

 

Não esta paz fingidora que se esconde atrás do luxo, das noites cheirando a álcool dos bares. Mas a paz que nos permite sair de madrugada pela rua e tomar banho de chuva. A paz que nos permite deixar nossas portas abertas e ver nossas crianças entrando por elas com suas pipas, pedaços de qualquer coisa nas mãos como se possuissem o mundo!

 

Quero abrir a porta da casa, da alma e viver como gente. Neste momento o pássaro cantou novamente. Ele entendeu a minha angústia. Só quem sabe viver em liberdade é que pode entender verdadeiramente o que significam os grilhões humanos.

 

Voa Kátia, em busca de um ninho. Que seja distante de tudo, mas que inexista o medo. Voa...em algum momento recuperará sua voz.

 

Kátia Storch

 


  

 Pela segunda vez em menos de dois meses, ladrões entraram na casa do meu pai. Esta é minha forma de dizer o que sinto, pois me falta voz para lidar com a maldade humana. Nada aconteceu a ele, mas é meu pai, único e insubstituível.

Que país é este?” 

 



Escrito por Claricce Storch às 10h13
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