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| * RABISCOS POÉTICOS & CIA * |

SIMPLES ASSIM
Preciso de asas para poder voar
sobre o céu, sobre mim, sobretudo
pela vida que explode sem fim.
Ah, preciso sim!
Preciso de noites estreladas !
De luas de todos os jeitos,
abraços de amigos verdadeiros,
de rede que balança entre os coqueiros.
Preciso lançar-me pela vida
sem ter medo das feridas.
E voar, expandir-me sobre o ar...
De peito aberto, rasgando o céu deserto
poder cantar sem pressa. Apenas sentindo
a vida que mora em mim. Simples assim. Fim.
By Kátia Storch

Obrigada pelo carinho de todos!
Que DEUS os abençõe grandemente.
Beijos Ternos !!!!!!
Escrito por Claricce Storch às 23h42
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PERDIDOS
Meus sonhos não ficaram nas gavetas
apesar do seu silêncio não dormem.
Não parecem cartas envelhecidas
sequer tem o cheiro de lembranças.
Meus sonhos que parecem frágeis
tem voz própria
e gritam incessantemente
dentro de mim.
Ás vezes, finjo não ouvi-los
e eles insistentemente
me chamam.
Outras vezes, quando os ouço choro.
Pois nem sempre consigo
dar cara a essa voz.
By Kátia Storch

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Escrito por Claricce Storch às 00h47
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MEU PORTO, MEU OLHAR
Triste ver que muitos tem olhos embaçados para a vida. Embaçados para si mesmos. E de repente cruzam as nossas vidas, deixando-nos por instantes com o mesmo olhar vazio. De tristeza, de aturdimento diante tanta insatisfação e egoísmo. Palavras, palavras, palavras. Nem sempre elas me bastam. Talvez seja meu grito mudo, que fala de um mundo que desejo. Tão distante da realidade é o que sinto, que me sinto só. Não uma solidão desamparada, mas distante de tantas coisas. Tão difícil romper a dureza dos corações...tão fácil ver o egocentrismo substituindo as relações delicadas e respeitosas. De que reclamamos se não somos coerentes? Se pedimos paz e agredimos as pessoas? Onde está Deus dentro de nós? Onde foi parar minha voz? Tudo neste momento é penumbra, exceto algo em mim que me aquece. Um calor brando, reconfortante e que me deixa com os pés distantes do chão. Tudo em mim é tanto e tão pouco, que não sei se um dia terei forças para alcançar o cais do porto. Não é descrença, é a distância do que sou, daquilo que desejo. Longe o barco da paz desejada, da comunhão idealizada, dos meus desejos nada secretos. Comunhão, simples e nada mais. Não é tão pouco e muito o meu sonhar? Hoje reconheço tristemente, o porto tão longe do meu olhar.
By Kátia Storch

Agradeço todos os (as) queridos(as) que votaram neste cantinho.
Quem achar que mereço o selinho Blogstars,
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Beijos Ternos !
Escrito por Claricce Storch às 23h54
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Pedaços de Mim
Pergunto-me o que fez de mim a emoção.
Pergunto-me em que canto escuro
se escondeu minha infância.
Esta emoção que brande a alma no vento
deixando ao relento tantos doces momentos.
Diga-me quem roubou o que nunca
pôde ser meu, pois é do tempo !
Diga-me quem calou minha voz
em algum momento !
Deixe-me depois serenar
em prantos.
Deixe-me depois descobrir
encantos.
Mas... ver-me assim tão frágil,
ver-me assim tão forte...
Será que cabem em mim, meus sentimentos?
By Kátia Storch

Escrito por Claricce Storch às 22h53
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